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quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Intemporalidade Parte II

"the end & the beginning
we exist beyond ourselves"
from (Almost) Killed Her Soul
by PCf

Erguemos dentro da Alma
Para a libertar da
Torre do nosso coração,
sentindo as vibrações,
O pulsar dos sentimentos,
Das vontades,
Dos sonhos ousadamente sonhados.

A Intemporalidade
Amanhece & anoitece,
Em cada mar e em cada montanha
Nunca morre.
Vive.
Renova-se.
Em cada instante,
Em cumplicidade com o Tempo.

Paula Cristina Franco
poet








quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Shattered Golden Castles

Tonight we walked through fire
Our tears screamed the despair
The morning did not bring hope,
Although the sun shines timidly,
The clouds covered the dreams,
Bbeliefs, wills,
Fallen and abandoned, we are nothing,
And nothing is without will, without strenght,
Maybe, maybe this is the destination
Of great women and men,
Get lost in the endless days and nights
For, who knows, lead others and others
To find a firm path
To build from the ashes
One world, one hope.

The despair and darkness of some
Are the hope and light of others.

Our turn will come.

Paula Cristina Franco
poet


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quarta-feira, 2 de novembro de 2016

O Passado Que A Terra Carrega

No documento de doação testamentária efectuada pela condessa Mumadona Dias, ao mosteiro de Guimarães em 26 de Janeiro de 959, consta a referência a "Suis terras in Alauario et Salinas", sendo esta a mais antiga forma que se conhece do topónimo Aveiro.
No século XIII, Aveiro foi elevada à categoria de vila, desenvolvendo-se a povoação à volta da igreja principal, consagrada a S. Miguel e situada onde é, hoje, a Praça da República, vindo esse templo a ser demolido em 1835.
Mais tarde, D. João I, a conselho de seu filho, Infante D. Pedro, que, na altura, era donatário de Aveiro, mandou rodeá-la de muralhas que, já no século XIX, foram demolidas, sendo parte das pedras utilizada na construção dos molhes da barra nova.
Em 1434, D. Duarte concedeu à vila privilégio de realizar uma feira franca anual que chegou aos nossos dias e é conhecida por Feira de Março.
Em 1472, a filha de D. Afonso V, Infanta D. Joana, entrou no Convento de Jesus, onde viria a falecer, em 12 de Maio de 1490, efeméride recordada actualmente, no feriado municipal. A estada da filha do Rei teve importantes repercussões para Aveiro, chamando a atenção para a vila e favorecendo o seu desenvolvimento.
O primeiro foral conhecido de Aveiro é manuelino e data de 4 de Agosto de 1515, constando do Livro de Leituras Novas de Forais da Estremadura.
A magnífica situação geográfica propiciou de Aveiro, desde muito cedo, a fixação da população, sendo a salinagem, as pescas e o comércio marítimo factores determinantes de desenvolvimento.
Em finais do século XVI, princípios do século XVII, a instabilidade da vital comunicação entre a Ria e o mar levou ao fecho do canal, impedindo a utilização do porto e criando condições de insalubridade, provocadas pela estagnação das águas da laguna, causas estas que provocaram uma grande diminuição do número de habitantes - muitos dos quais emigraram, criando povoas piscatórias ao longo da costa portuguesa - e, consequentemente, estiveram na base de uma grande crise económica e social. Foi, porém e curiosamente, nesta fase de recessão que se construiu, em plena dominação filipina, um dos mais notáveis templos aveirenses: a igreja da Misericórdia.
Em 1759, D. José I elevou Aveiro a cidade, poucos meses depois de ter condenado por traição, ao cadafalso, o seu último duque, título criado, em 1547, por D. João III. Por essa razão, e a pedido de algumas pessoas notáveis da cidade, à nova cidade foi dado o nome de Nova Bragança em vez de Aveiro, por Alvará Real de 11 de Abril de 1759. Com a queda do poder do Marquês de Pombal, após D. Maria I se tornar rainha em 1777, logo esta mandou voltar a cidade à sua anterior designação.
Foi feita Oficial da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito a 29 de Março de 1919 e Membro-Honorário da Ordem da Liberdade a 23 de Março de 1998.


terça-feira, 1 de novembro de 2016

something from Leaves Of Grass

Walt Whitman (31 de maio de 1819 - 26 de março de 1892) foi um poetaensaísta e jornalista norte-americano, considerado por muitos como o "pai do verso livre". 

Considerado como o grande poeta da Revolução americana.

Fernando Pessoa, profundamente influenciado e inspirado por Whitman, escreveu um poema de nome "Saudação a Walt Whitman".
"Introduziu uma nova subjectividade na concepção poética e fez da sua poesia um hino à vida. A técnica inovadora dos seus poemas, nos quais a ideia de totalidade se traduziu no verso livre, influenciou não apenas a literatura americana posterior, mas todo o lirismo moderno."

three poems from Leaves Of Grass

***

I have heard what the talkers were talking, the talk of the beginning and the end,
But I do not talk of the beginning or the end.

There was never any more inception than there is now,
Nor any more youth or age than there is now,
And will never be any more perfection than there is now,
Nor any more heaven or hell than there is now.

Urge and urge and urge,
Always the procreant urge of the world.


***

And as to you Death, and you bitter hug of mortality, it is idle to 

try to alarm me.



To his work without flinching the accoucheur comes,
I see the elder-hand pressing receiving supporting,
I recline by the sills of the exquisite flexible doors,
And mark the outlet, and mark the relief and escape.



And as to you Corpse I think you are good manure, but that does 

not offend me,
I smell the white roses sweet-scented and growing,
I reach to the leafy lips, I reach to the polish'd breasts of melons.



And as to you Life I reckon you are the leavings of many deaths,
(No doubt I have died myself ten thousand times before.)



I hear you whispering there O stars of heaven,
O suns—O grass of graves—O perpetual transfers and pro-

motions,
If you do not say any thing how can I say any thing?



Of the turbid pool that lies in the autumn forest,
Of the moon that descends the steeps of the soughing twilight,
Toss, sparkles of day and dusk—toss on the black stems that 

decay in the muck,
Toss to the moaning gibberish of the dry limbs.



I ascend from the moon, I ascend from the night,
I perceive that the ghastly glimmer is noonday sunbeams reflected,
And debouch to the steady and central from the offspring great or 

small.

***

I hear America singing, the varied carols I hear; 
    

Those of mechanics—each one singing his, as it should be, blithe and strong;     

The carpenter singing his, as he measures his plank or beam,     
The mason singing his, as he makes ready for work, or leaves off work;     
The boatman singing what belongs to him in his boat—the deckhand singing on the steamboat deck;
The shoemaker singing as he sits on his bench—the hatter singing as he stands;
The wood-cutter’s song—the ploughboy’s, on his way in the morning, or at the noon intermission, or at sundown;
The delicious singing of the mother—or of the young wife at work—or of the girl sewing or washing—Each    singing what belongs to her, and to none else;
The day what belongs to the day—At night, the party of young fellows, robust, friendly,
Singing, with open mouths, their strong melodious songs.