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domingo, 12 de maio de 2013

Jihad da Compaixão || TEDxCoimbra2013





TEDxCOIMBRA Tertúlia Compaixão 11.05.2013, Museu da Pedra, Cantanhede || TEDxCoimbra 2013


 “We are living a period of crucial mobilization” and this is “the best idea Humanity ever had”. Charter For Compassion.

Não há dúvida, os tempos que a Humanidade actualmente atravessa são difíceis, confusos, sinuosos.
As questões que diariamente colocamos, sejam elas pessoais ou transversais à sociedade, sejam elas locais ou abrangentes de diversos povos e culturas, são imensas e muitas vezes ecoam sem resposta. Ou, pelo menos, sem uma resposta aparente.

Talvez a resposta para as questões que a Humanidade coloca seja de uma simplicidade perturbadora. E o que nos perturba, abala-nos, mas, simultaneamente, faz-nos evoluir.

O caminho que devemos seguir nem sempre é linear e nem sempre está aberto, por vezes encontra-se fechado e isso também é preciso; é preciso parar para pensar, repensar atrás para depois avançar.

“We will gather, we will hear the word everywhere”. 

Compaixão.

Ou a capacidade de criar vida e paz.

O ser humano não vive sozinho no Mundo, vive em comunidade com os outros seres humanos, vive e partilha um Planeta com outros seres vivos, depende da Natureza.

Saber aceitar essa inter-ação e essa dependência faz do Homem um ser que necessita de se preocupar com o que o rodeia. Ou seja, tendo em vista que o nosso bem-estar é um reflexo do bem-estar dos outros e do equilíbrio dos ecossistemas, o Homem tem uma necessidade de ter de sair de si e colocar a sua primordial preocupação no bem-estar do outro.

Colocar o “eu” de lado, mudar o sujeito, passar a pensar e agir como “nós”. Não sou apenas eu, somos todos nós.

O Mundo exige-nos isto para que o possamos mudar.

É crucial este exercício, sairmos de nós próprios e irmos ao encontro do outro; não por pena, por solidariedade ou até misericórdia, mas sim porque a Humanidade é um único Ser e se algum dos seus membros não estiver bem, estiver doente ou a sofrer, todo o resto do Ser também estará e não poderá evoluir.

Neste Ano Europeu da Cidadania faz todo o sentido repensar qual o sentimento que nos une a todos nós, cidadãos. O que é transversal a religiões, culturas, línguas, sistemas económicos, a tudo, e que atinge cada cidadão no seu mais profundo interior fazendo-o viver com paixão tudo aquilo que o rodeia.

Muito se pode dizer sobre compaixão, historicamente, socialmente, a evolução do próprio conceito. No entanto, para mim, vejo a jihad da compaixão não mais do que o caminho, the path, para se alcançar a verdadeira cidadania global. Eu pertenço ao Mundo. 

E quem é o Mundo? Os outros, todos nós. E isto é a pura Vida a acontecer.

E quando a vida acontece, o Mundo evolui. E quando o Mundo evolui, a paz reina nos corações de todos os homens e mulheres.

A melhor forma de contagiar os outros com esta nobre forma de viver a vida, é transmiti-la pelas nossas acções; por ao verem o nosso comportamento os outros sintam um apelo emocional que se transforma num vínculo que une todos os homens e mulheres.

Este equilíbrio entre a nossa evolução pessoal e a dos outros, o sermos ativos numa e noutra evolução, irá abrir caminho para um futuro longo e próspero.

Seremos capazes? E porque não?

Não houve um dia em que ousámos sair do Planeta e conquistar o espaço? Não seremos capazes agora de quebrar as fronteiras do nosso próprio “eu” e irmos para além, rumo ao “nós”?

Este é o desafio da compaixão. Esta é a Força que desafia a própria Vida.

Brilhante Tertúlia TEDxCoimbra.

Todos juntos somos fantásticos.

Paula Franco 

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