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quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Enquanto as Valquírias e os Abutres Dançam

Seremos infinitos na nossa busca incessante pela felicidade, ou apenas a procuramos porque nos disseram que é esse o objetivo nesta nossa vida?

E se quisermos não procurar a felicidade e apenas viver, estaremos a corromper o propósito enquanto humanos?

Questões colocadas e respostas por dar, ou sem intenção de serem esclarecidas. tudo o que é esclarecido força-nos a adotar uma posição de ação, e nem sempre nos apetece agir. na maioria, é bem verdade, apenas queremos questionar mas sem consequência.

" Deixem-se viver apenas, sem carregarem o fardo de alguma obrigatoriedade de conquistarem o que outros ou alguém decidiu por vocês", disse ele.

Ela pensou substancialmente nisso durante muito tempo, talvez demasiado tempo. e enquanto pensava, o mundo avançava mas não ela. e havia ainda um longo caminho pela frente naquela estrada que teimava continuar sem nome.

Sem haver a possibilidade de andar para trás, apenas era permitido abrandar o ritmo, parar para descansar, acelerar o passo, correr, voltar a descansar, mas em caso algum voltar atrás. Havia consequências inimagináveis que teríamos de enfrentar. Ora, ninguém gosta do que não se vê e perante o desconhecido inimaginável, era melhor não desobedecer a esta regra.

Por outro lado, o que havia à frente era por sua vez também desconhecido.

E muitas vezes inimaginável, sem sombra de dúvida. 

(pensamentos retirados de uma história mais longa)

P.C.Franco 


segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Entre as Rochas e a Terra

"Mas Goethe era pesado e os poetas estavam bêbados. Chegados à antecâmara largaram-no, e Goethe lamentou-se e exclamou: «Meus amigos, deixem-me morrer aqui!»"
Milan Kundera in O Livro do Riso e do Esquecimento


As folhas que tombaram nessa noite de vento estavam agora espalhadas pelo chão, em desordem, sem qualquer harmonia.

O escuro da noite faz tudo parecer menos perturbante, o que não se vê nunca a preocupou.

A noite protege-a dos demónios pois consegue vê-los.

A luz do dia esconde-os e ela não sabe que caminho percorrer para os evitar.

Era tempo de deixar o mundo por uns tempos e ir à procura daquilo que a que se chamam respostas. 

Durante o caminho ela percebeu que mais não ia encontrar do que perguntas novas que faziam com que as respostas que ela procurava não tivessem mais sentido.

"Podes sempre ficar com a especulação das respostas que estavas à espera de encontrar e não te preocupares com mais perguntas que certamente não irás ter respostas", disse-lhe ele.

Mas ela já sabia que só pensava nas novas perguntas e onde elas a iriam levar.

Ainda não tinha decidido quando voltaria ao mundo, tinha tanto para fazer primeiro.


(uma mais longa história que continua)

P.C. Franco