![]() |
| reservados os direitos de autor | all rights reserved |
domingo, 29 de setembro de 2019
sábado, 28 de setembro de 2019
quinta-feira, 26 de setembro de 2019
anima mea | capítulo II
Perseguimos a eternidade para não
sucumbirmos ao esquecimento, para não dizermos adeus ao e aos que amamos, para
não nos esquecermos dos momentos que vivemos.
Abandonados para sempre na
escuridão da memória, sem nunca mais ouvirmos o nosso nome ser dito, é uma
ideia que impregna o nosso coração humano de pavor, desespero e pânico.
De que somos feitos para nos
consumir desta forma a nossa finitude?
Reminiscências de um passado do
qual não nos lembramos e que nos coloca como seres gloriosos e eternos?
Sempre conhecemos a nossa
limitação, ninguém transcendeu, até hoje, as barreiras da vida e não conheceu a
morte.
Como pode algo que nunca fomos
nem nunca tivemos, ser determinante da nossa vida?
Afinal, nada sabemos sobre a
eternidade.
Todos os nossos dias têm um fim.
Todavia, nascemos com um desejo
de ser eternos e, cada um à sua maneira, luta pela continuidade da sua memória,
uns à sua volta, outros pela História em si.
Teremos sido outrora eternos, e
terá sido essa eternidade apagada da nossa consciência mas não do nosso ADN?
E se voltarmos a ser eternos? O
que se segue na nossa continua busca pelas estrelas?
P.C. Franco
sexta-feira, 20 de setembro de 2019
little thoughts about transcendence | pc franco
The perfect symphony of the universe transcends the limitation of our existence.
Understanding it is an obligation inherent in our way of being.
However, we are fully aware of the impossibility of the noble task.
Nevertheless, our insistence and persistence on this mission reveals that we are either descendants from the stars or we are destined to go to them and look at us from above.
P.C. Franco
all author rights reserved
Understanding it is an obligation inherent in our way of being.
However, we are fully aware of the impossibility of the noble task.
Nevertheless, our insistence and persistence on this mission reveals that we are either descendants from the stars or we are destined to go to them and look at us from above.
P.C. Franco
all author rights reserved
![]() |
| Mozart Symphony No 38 |
pequenos pensamentos sobre transcendência
A perfeita sinfonia do universo transcende a finitude da nossa existência.
Compreendê-la é uma obrigação inerente ao nosso modo de ser.
Todavia, temos a plena consciência da impossibilidade da tarefa.
Daí que a nossa insistência e persistência nessa tarefa revela que ou descendemos das estrelas ou estamos destinados a ir ter com elas e olhar para nós lá de cima.
P.C. Franco
reservados os direitos de autor | all author rights reserved
quinta-feira, 12 de setembro de 2019
domingo, 8 de setembro de 2019
as palavras de Tal
"Somos seres sem um mundo a que possamos chamar nosso.
Vagueamos pelas estrelas sem saber o que está por detrás dos astros,
e assim ficamos, sempre sós, eternamente condenados a percorrer
o infinito.
o horizonte é longínquo de tudo e de todos
e, quando voltarmos, nunca mais será o mesmo.
Tenta não esquecer de onde vens, tenta lembrar-te
para não te perderes na dança cósmica
daquilo que te rodeia e chama por ti."
Vagueamos pelas estrelas sem saber o que está por detrás dos astros,
e assim ficamos, sempre sós, eternamente condenados a percorrer
o infinito.
o horizonte é longínquo de tudo e de todos
e, quando voltarmos, nunca mais será o mesmo.
Tenta não esquecer de onde vens, tenta lembrar-te
para não te perderes na dança cósmica
daquilo que te rodeia e chama por ti."
Estas foram as palavras de Tal, o grande fundador do planeta Vor que Hanan leu pausadamente a Laura.
Quando fechou o livro sagrado da criação do universo estava na expetativa da primeira reação da nova hóspede, era conhecida por não ter as respostas previsíveis como os outros viajantes que por ali passavam.
Estranhamente, Laura não foi capaz de dizer nada. Isso foi tão estranho que deixou confusa a própria Laura.
P. C. Franco
(excerto retirado da história O Povo das Estrelas. Reservados todos os direitos de autor)
terça-feira, 3 de setembro de 2019
anima mea | capítulo I
Podemos acreditar que existem
seres que nos criaram. A questão é se acreditamos ou não que somos nós quem
constrói o nosso destino e escrevemos a nossa história.
É que não é fácil escrever uma
história, quanto mais a nossa.
É mais fácil dizer que os nossos
criadores traçaram o nosso destino e o que tem de ser, será.
Não, não é verdade. O que tem de
ser nem sempre será, simplesmente porque não são assim que as coisas funcionam.
E invocar a sorte também não é
opção. O destino e a sorte não andam de mãos dadas e não variantes decisivas no
desenrolar dos eventos da nossa vida.
Muito provavelmente, ao longo da
nossa vida, temos de construir o nosso destino e criar a nossa sorte; se
ficarmos à espera destes dois, vamos ter muito de esperar.
Se querermos trazer alguma
variante que justifique a obtenção ou não obtenção do que queremos ou do que
nos acontece, ou não acontece, é a vontade. Sim, a vontade é definidora dos
eventos da nossa vida.
A ausência de vontade é tão
importante como a existência a 200% da mesma em nós. Faz acontecer eventos. Ou
faz não acontecer.
Nas manhãs de frio e sem esperança,
é quando normalmente conseguimos pôr em prática algo determinante, simplesmente
porque a nossa vontade está bem vincada e definida.
A determinação nasce dos momentos
de dor e desespero, é nesses instantes que descobrimos a nossa verdadeira
essência: se somos vencedores, se nos damos por vencidos, ou o pior dos piores,
se somos indiferentes.
P.C. Franco
(todos os direitos de autor reservados. para autorizações contactar a autora. obrigado. all rights reserved. for permissions please contact the author. thank you.)
terça-feira, 27 de agosto de 2019
sexta-feira, 23 de agosto de 2019
terça-feira, 6 de agosto de 2019
textos ao amanhecer #9
O
viajante já não se lembrava quando e porquê começara a percorrer as galáxias do
Universo desconhecido.
Todos
os momentos da sua vida eram passados a atravessar o espaço silencioso,
cruzando-se com estrelas, planetas, cometas, deixando-se envolver pela vontade
de ir sempre mais além.
Depressa
percebeu que a sua jornada não iria ter fim.
O
objetivo deixou de ser um objetivo a alcançar.
Passou
a ser um modo de vida.
P.C. Franco
quarta-feira, 24 de julho de 2019
ancient children
Alpha Dimension.
Observation.
Thunders crossing the sky
making stars collapsing
into her heart
breaking them
in falling pieces
A constantly seek outside
daydreams & nightmares
a lost paradise
somewhere forgotten
Ancient children around the world
in search of new worlds
Someone says,
I've been waiting for you.
Here Iam.
P.C.Franco
Thunders crossing the sky
making stars collapsing
into her heart
breaking them
in falling pieces
A constantly seek outside
daydreams & nightmares
a lost paradise
somewhere forgotten
Ancient children around the world
in search of new worlds
Someone says,
I've been waiting for you.
Here Iam.
P.C.Franco
![]() |
| Yoko Ono poems |
quinta-feira, 18 de julho de 2019
os visionários do planeta xeiq
As
ruas pareciam que se perdiam por entre os altos prédios da cidade de Vur, uma
cidade que ficava para lá do mar verde escuro que cobria o planeta Xeiq.
Seres
muito apressados percorriam os passeios, numa tal azáfama que era impossível
perceber. Os carros circulavam em dois sentidos, sem pararem em sinais de
trânsito, cada carro entrava na rua, depois saia, depois entrava outro,
sucessivamente.
Erg
nunca tinha ali estado, não conseguia perceber aqueles movimentos dinâmicos e
mecânicos. Encostou-se a uma parede e deixou-se ali ficar por uns longos
minutos, a observar.
Tinha
chegado algumas horas antes no comboio rápido que fazia a ligação entre as
cidades de Xeiq e estava a anos luz de se sentir bem e orientado naquela cidade
nova.
Na
verdade, não fosse a sua determinação em encontrar o guardador de livros mais
antigo do planeta, já estaria arrependido de ali estar. A sua cidade, Lorq, era
muito mais calma e ordenada.
No
entanto, em Lorq tinha-se acabado com a profissão de guardador de livros. Com o
desaparecimento do último, a cidade ficou orfã de quem a protegesse do
esquecimento dos livros em papel.
Há
muitos anos, nas Guerras Tecnológicas, em que o Ramo Digital tomou o poder, que
já não se imprimiam livros em papel. Apenas um grupo de pessoas, chamados Os
Visionários, insistiam em ler livros em papel. Como já não se faziam mais, os
Visionários trocavam entre si os livros e (era apenas um rumor) havia quem
estivesse a escrever livros novos. Chamavam-lhe os Marginais.
Entretanto,
com o desaparecimento do último Guardador de Livros de Lorq, a Casa do Poder do
Ramo Digital, apreendeu os livros e estes foram encarcerados nos túmulos
esquecidos.
Ora,
Erg queria ler. Queria continuar a ler os livros. Então, numa noite de grande
silêncio, decidiu que iria até à cidade de Vur, onde se constava que vivia o
mais antigo Guardador de Livros e que tinha uma infindável coleção de livros de
todas as histórias. Dizia-se que até tinha sobre as Civilizações Perdidas e
também de outros planetas.
Desde
criança que Erg sonhava com conhecer a história dos outros planetas e, quando
mais avançava na idade, maior era o sonho agora acompanhado de um plano.
Assim,
meteu-se um comboio rápido e, cheio de nervos e entusiasmo, esperou que este
chegasse a Vur.
Agora
que ali estava apercebeu-se que não tinha delineado um plano completo e em
condições pois agora não sabia o que fazer.
As
cores, as luzes, os sons, as imagens que pareciam vir do nada, preenchiam as
ruas.
Vur
era o centro governamental do planeta, onde residia a sede do Ramo Digital e
seu exército por isso a presença digital era muito profunda ali.
Não
deixava de ser curioso ser ali que havia o maior grupo de Marginais e a maior
coleção de livros de Xeiq.
Perdido
nos seus pensamentos e nos seus medos, paralisado e sem ação, Erg estava a
começar a entrar em pânico.
Nisto,
ouviu uma voz vinda do escuro.
-
Ei, tu, vem para aqui antes que te achem suspeito.
Instintivamente
Erg deu um pulo e seguiu a voz que vinha de uma lateral da rua onde se
encontrava.
Aproximou-se
do escuro e um rosto surgiu-lhe. Era uma rapariga muito morena, com um capuz na
cabeça e envergando vestes com cores castanhas. Nas mangas largas, os símbolos
de Vur.
Em
Xeiq, os cidadãos usavam os símbolos das suas cidades nas mangas das roupas,
não era permitido numa cidade usar os símbolos de outra.
Nas
centrais dos comboios existem avisos por todo o lado “Troque os seus símbolos.
Está em Vur. Use o hexágono verde. Bem vindo a Vur, cidadão de Xeiq.”
Erg
esqueceu-se por completo de ir ao registo dar conta da sua presença ali e pedir
para lhe mudarem, por via da tecnologia, os símbolos de Lorq que usava nas suas
mangas.
Ficou
ainda mais em pânico.
-
Não costumas viajar muito, pois não? Metes-te num sarilho ao não ires ao
registo dos símbolos. – depois de uma pausa, a rapariga tirou um casaco da sua
mochila e entregou a Erg. – Toma, veste. Assim não te vão mandar parar e
levarem-te para a detenção e averiguação.
Sem
questionar, Erg vestiu imediatamente o casaco.
-
Obrigado. – disse ele, visivelmente agradecido.
-
Então, que fazes aqui? O que vens à procura? – perguntou a rapariga apesar de
que a Erg lhe pareceu que ela desconfiava dele.
-
Acabaram-se os livros na minha cidade, Lorq. Ficámos sem o nosso último
Guardador de Livros – e baixou a cabeça tristemente – e os livros foram
apreendidos. Mas eu quero continuar a ler! – e levantou a cabeça, determinado.
A
rapariga sorriu e estendeu-lhe a mão.
-
Anda. Vem comigo conhecer o nosso Clube dos Marginais de Vur. Temos muitos
livros para leres. E mais ainda.
Os
olhos de Erg brilharam.
-
Vocês andam a escrever livros novos?! E o vosso Guardador tem livros sobre os
outros planetas? – a sua voz não conseguia conter o seu entusiasmo.
A
rapariga riu-se.
-
Sim. Somos loucos. Mas estamos apaixonados pelo universo e por encontrar outros
como nós noutros planetas.
E
fez uma pausa.
-
Descobrimos um noutra galáxia, distante. Um planeta azul.
-
E…? – Erg pulava de alegria.
-
Enviámos uma mensagem. Mas não sabemos se eles perceberam e se vão responder.
Erg
estava eufórico com as palavras da sua nova amiga. Já nem se lembrava dos seus
medos e do pânico que ainda há pouco sentia.
-
Temos de ir. A qualquer momento podemos ter uma mensagem do planeta Azul.
Erg
e a sua amiga desapareceram pela rua escura e silenciosa. Os seus corações
imaginavam grandes conversas com os habitantes deste planeta azul, fossem eles
como fossem. Mas não podiam falar disto aos outros habitantes de Vur. Ninguém
acreditava que outro planeta tivesse vida inteligente como em Xeiq e essa
loucura já tinha custado a muitos Visionários o desaparecimento da sociedade.
all rights reserved | reservados os direitos de autor
segunda-feira, 3 de junho de 2019
a viagem visionária do jovem álfar
Capítulo I
As árvores altas que rodeavam a aldeia
protegiam de certo modo os seus habitantes do mundo cruel que havia lá fora.
A Guerra durava há vários meses e apenas
sabiam disto. O mensageiro trouxera as tristes novidades numa manhã cinzenta em
que o sol não tinha aparecido.
O jovem álfar tinha acabado de acordar e
preparava-se para a sua aula de artes e rituais ancestrais quando todos os
habitantes foram chamados ao largo principal para ouvir o álfar líder falar a
todos.
Aquilo apanhou-o de surpresa pois tudo à
sua volta parecia-lhe em perfeita harmonia e paz: a Natureza estava perfeita,
os seus familiares e amigos com ar sereno e calmo, os animais continuavam as
suas rotinas.
Como poderia o mundo estar a arder em
chamas e a caminhar para a destruição quando tudo parecia em paz?
O jovem acabou por perceber que era apenas
tudo aparentemente e que a sua aldeia não era o mundo e descobrir que o mundo
não cabia na sua aldeia despertou nele um sentimento novo.
De repente os seus olhos brilhavam e a sua
mente viajava à velocidade da luz.
O que haveria para além das árvores?
O infinito, meu jovem, o infinito! Ouvia ele
dentro de si.
E correu para casa, tão depressa quanto as
pernas lhe permitam.
Capítulo II
O jovem álfar equipou-se com aquilo que
achou que lhe seria útil no mundo para lá das árvores, enquanto imaginava o
mundo.
Na mente dele a palavra “Guerra” nem ganhava
espaço, apenas pensava que haveria outras aldeias, outros seres lá for a e ele
queria ir conhecê-los.
Ninguém o compreendeu e ele foi chamado à
presença do álfar líder.
Compareceu cheio de medo, via-se no seu
rosto e por momentos pensou que o seu sonho tinha ido longe demais. Não tinha
pensado nos outros e muito menos que não iam compreender a sua decisão.
Mas o líder não o proibiu de partir. Também
não o incentivou. Olhou para ele durante segundos que lhe pareceram eternos e
disse que ele ia descobrir que o mundo era cruel e não o poderia proteger longe
dali.
O jovem compreendeu e partiu.
Um sentimento misto invadiu-lhe a mente:
sentia que tinha de ir, e sentia um mau pressentimento quanto ao que ia
encontrar.
Depois vou voltar e contar o que vi!,
pensava ele.
Depois de passar as árvores o mundo mudou
radicalmente. As pessoas que encontrava não lhe falavam, nunca mais viu o sol e
havia muito barulho, ruídos que ele não conhecia e vozes muito aflitas.
Houve momentos em que teve muitas dúvidas
sobre se tinha feito bem. No entanto, depressa percebeu que mais tarde ou mais
cedo a Guerra iria chegar à sua aldeia, era inevitável. E, por isso, devia
avisar os seus familiares e amigos do que aí vinha para se defenderem. Afinal,
ou se está no mundo ou não se está. Não é possível estar e não fazer parte dos
eventos que o assolavam: e foi a primeira vez que o jovem álfar teve a visão do
todo.
O mundo é um todo. Todos somos um povo. O povo
do mundo., pensava o jovem.
O seu coração chorava perante as
atrocidades que se tinham espalhado por todos os lugares e chorava a falta do
sol e dos animais.
Teria o Vanir abandonado o que se passava
na terra dos Homens e dos seres mágicos?
Teriam os Homens sido entregues ao seu
destino e a Guerra iria também chegar aos seres mágicos, envolvendo, assim,
todos no mesmo ragnarok?
De repente, a sua visão de todo um só planeta
a sofrer em conjunto encheu-o de uma vontade que nunca antes sentira de lutar
contra o fim da crueldade.
Correu de regresso, o mais depressa que lhe
foi possível, para a sua aldeia.
No entanto, os álfars não estavam convictos
de que a Guerra iria chegar ali e que eram assuntos dos Homens nos quais os
seres mágicos não se intrometiam.
Não foi começada por nós, não é entre nós,
não temos parte no assunto, responderam-lhe.
O jovem foi mandado para sua casa descansar
e recuperar das ideias de Humanidade que lhe tinham invadido a mente.
Assim fez, desiludido com o seu povo.
Capítulo III
O dia seguinte amanheceu cheio de sol e um
ambiente calmo, como era normal na aldeia.
Quando o jovem álfar saiu de casa encontrou
vários jovens em frente que o rodearam.
Queremos ir, disseram eles.
I ronde?, perguntou o jovem.
Mudar o mundo, acabar com a Guerra, ajudar
os Homens., responderam eles.
E, assim, uma nova era começou. A era da
Humanidade Alfa.
P.C. Franco
![]() |
| The powers of creation by Louis Dyer http://louisdyer.com/ |
segunda-feira, 29 de abril de 2019
o caminho para Júpiter
Houve um dia em que numa manhã o
frio apareceu de repente e uma fina geada cobriu a relva e as flores.
Os corações nesse dia perderam-se
em gritos, sufocaram-se em lágrimas, impregnadas de dor e remorsos.
O arrependimento seria agora
companheiro dos dias e noites porque tudo ficou por fazer, por dizer.
Ela não quis ouvir as palavras do
sábio que a visitou nessa noite mais escura da sua vida. Agora, perguntava-lhe.
Ia partir e queria um último
conselho. Não sabia o que responder à primeira pergunta que lhe iam fazer.
Talvez não quisesse era responder o
que deveria.
Queria algo que fosse o mais certo
e não o que fosse verdadeiro. E nem sempre o que é o mais certo é a verdade.
Provavelmente, o mais certo é mesmo o que não é verdadeiro.
A Humanidade está preparada para
lidar com o que é correto, mas não com a verdade.
E, tal como a Humanidade, ela
estava assustada com essa possibilidade. Desejou ter dado ouvidos ao homem
sábio. Agora, tinha a convicção de que ele não a iria reconhecer. No fim,
estarás só, avisaram-na. Os olhos fecharam-se e a escuridão tornou-se rainha.
“Sou filha da tempestade, pensou
ela, a “tormenta não me assusta”, e assim caminhou pelo negro da eterna noite.
De repente, um batimento de coração
mais forte e os olhos abriram.
Tinha acordado do sonho.
P.C. Franco
texto retirado da história O manipulador dos Deuses e de todas as criaturas.
reservados os direitos de autor | all rights reserved
![]() |
| In space by Valera Taljutov |
sexta-feira, 26 de abril de 2019
creator of realities
story writer or creator of other realities by expanding the mind.
traveling through the multiverse it's the way I set my conscience free and I evolve.
P.C. Franco
quarta-feira, 3 de abril de 2019
Subscrever:
Mensagens (Atom)



















