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24.02.2012
Se
a sua missão é consolidar uma carreira global, seja porque não encontra
opções profissionais em território nacional, ou porque essa é a sua
ambição para lá de qualquer conjuntura, há fatores que o podem ajudar a
minimizar o risco de não ser bem- sucedido ou ver defraudadas as suas
expectativas. O ideal é sair de Portugal já com tudo assegurado.
Com
número de portugueses a investir numa carreira além-fronteiras a
crescer, multiplicam-se os alertas de cautela na avaliação das ofertas e
das propostas profissionais que surgem do estrangeiro. Para os
especialistas em recrutamento, o primeiro passo a dar é não fazer as
malas sem recolher o máximo de informação possível sobre a empresa para
onde se vai e, falar com profissionais que já tenham passado pela
experiência e aqui, as redes sociais são de grande auxílio.
Se
está decidido a mudar de país ou se aspira a uma experiência temporária
além fronteiras, comece por avaliar as suas competências e os seus
objetivos profissionais e perceber em que mercados encontra ofertas á
sua medida. Veja que empresas se destacam nesses mercados, qual o perfil
de candidatos que procuram e de que forma pode realizar a sua
candidatura.
A grande maioria das organizações, sobretudo as que
operam em mercados globais, já tem hoje sites próprios de recrutamento e
carreiras destinados receber candidaturas espontâneas e currículos de
candidatos. Lembre-se que deve adequar o seu currículo não só ao idioma,
mas também ás expressões em vigor no país. Se quer uma abordagem mais
personalizada, procure conhecer a empresa, a sua cultura e política e
elabore uma candidatura direcionada e personalizada. Nisto podem
ajudá-lo embaixadas, câmaras de comércio, recrutadores, mas também a
internet.
A ideia é não ir de mãos a abanar. E já que tem a
internet a postos, não deixe de pesquisar portugueses que trabalhem ou
já tenham trabalhado nessa empresa. Como? Através das redes sociais.
Este é um dos casos em que o networking pode fazer milagres por si e
pode significar a diferença entre um risco calculado e uma má aposta.
Se
os recrutadores utilizam as redes sociais para recolher informações
sobre potenciais candidatos, porque não pode um candidato recolher
informações sobre os recrutadores? Navegue pelas múltiplas redes sociais
disponíveis e procure portugueses ou outros estrangeiros a trabalhar,
ou que já tenham trabalhado, na empresa à qual se candidatou.
O
Facebook e o Linkedin costumam ser boas fontes nesta área e além de o
ajudarem a localizar outros profissionais que o possam orientar a
respeito de uma empresa específica, pode ainda encontrar quem o consiga
ajudar a preparar a sua viagem. Procure, por exemplo, perceber se o
salário e as condições que lhe oferecem são competitivos para o nível de
vida do país, como funciona o sistema de saúde local e os descontos, se
são necessárias autorizações especiais para trabalhar no país, se o
custo da habitação e da alimentação são caros. São pequenos fatores que
podem fazer toda a diferença.
Assim como fará, certamente, toda a
diferença não aceitar proposta nenhuma sem fazer uma visita
preparatória ao país. Lembre-se que há grandes diferenças entre uma
carreira internacional construída dentro da Europa ou em países
culturalmente mais distantes como. Deve contabilizar a sua capacidade de
adaptação e procurar conhecer o país e a cidade onde vai viver, antes
de qualquer mudança. Deve aproveitar a visita para ver como tudo
funciona, desde o mercado habitacional até ao ensino, se pensa levar a
família.
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