this is the last one
the last time we took a chance,
a thought and maybe a glimpse
of the already past that we leave behind.
new road ahead
new river to cross
and new mountains to climb,
can we do it?
are we strong enough to face
the destiny?
are we powerfull enough to change
the destiny?
we'll try.
we'll try.
we can't be contained.
we're already living among the stars.
set fire to life. rise above the shadows.
Paula Cristina Franco
poet
sexta-feira, 30 de dezembro de 2016
quarta-feira, 28 de dezembro de 2016
Obrigado, Leia. The Force Is Strong In You.
Falar de Carrie Fisher é falar da primeira personagem feminina que considerei superheroina e que me inspirou. Todas as meninas querem um dia ser uma princesa. Eu queria ser como a Princesa Leia, uma princesa que percorria o espaço e que lutava numa rebelião contra o Império. Ela era decidida, determinada, sabia lutar, usava armas, acreditava numa causa e tinha uma vida cheia de ação. Quando somos crianças construimos os nossos valores, princípios, os nossos ideais do que queremos ser e como vamos ser um dia. A nossa personalidade forja-se quer em pessoas reais quer em personagens do imaginário. E isso acompanha-nos uma vida inteira. Fazer parte da família Star Wars por ter crescido a ver os filmes, a devorar os detalhes, a saber de cor todas as histórias, faz com que esta partida inesperada da minha primeira superheroína, deixe um vazio inexplicável. Posso dizer que não estava preparada para tão cedo assistir ao desaparecimento de qualquer um dos três, Han Solo, Luke Skywalker e Leia. Tinham voltado à saga, George Lucas estava a dar continuidade à saga, o meu imaginário estava a fervilhar com o desenrolar dos Jedis agora com o neto de Darth Vader e Rey, que simplesmente adorei.
A vida testa-nos, penso. E a vida é feita de resistência a momentos que nos abalam.
Uma alegria grande por ver o Mundo triste com a partida de Leia e todo o carinho que por ela que surge de todos os cantos.
Um obrigado a Carrie Fisher por toda a inspiração como Leia e fora da personagem, mulher dedicada à escrita, à poesia, ativista pelas pessoas que sofrem doenças mentais e que a sociedade tanto discrimina e atua com preconceito. Uma mulher das letras, humanidades, ativa, determinada, rebelde, que dizia o que pensava e comportava-se como bem entendia, sem se preocupar com os julgamentos da sociedade. Vivia livre e inspirava essa liberdade. Assumia os seus problemas, as suas diferenças, os seus defeitos. E vivia com eles sem os esconder ou procurar modificar.
Terei imensas saudades e sentirei profundamente a falta de Leia na saga Star Wars.
Até um dia.
Paula Cristina Franco
atriz | autora | ativista pela saúde mental
Carrie Frances Fisher nasceu em Beverly Hills, Califórnia, filha do cantor Eddie Fisher e da atriz Debbie Reynolds.
Teve uma filha chamada Billie Catherine, com o agente Bryan Lourd, nascida em 1992.
Em 1973, Carrie foi estudaqr para a London's Central School of Speech and Drama. Em 1978, foi foi estudar Artes na Sarah Lawrence College. Entretanto, tinham começado as filmagens da saga Star Wars e a sua agenda tornou-se incompatível com o curso.
Carrie era uma leitora ávida, desde criança. Passou a infância de volta de livros de literatura clássica e a escrever poesia. Na adolescência estudou no Beverly Hills High School até os 15 anos, quando se estreou como cantora na Broadway com o musical Irene, em 1973.
Estreou-se no cinema com a comédia Shampoo (1975), com Warren Beatty, Julie Christie e Goldie Hawn, Lee Grant e Jack Warden. Em 1977, Carrie estreou aquele que a eternizaria no papel da Princesa Leia Organa, em Star Wars, com Mark Hamill e Harrison Ford.
Em 1978, estreou com John Ritter o filme da ABC Leave Yesterday Behind.
Carrie trabalhou também em The Blues Brothers, mas sem ser creditada no final.
Trabalhou na Broadway, em 1980, em Censored Scenes from King Kong. No mesmo ano atuou novamente em Star Wars: The Empire Strikes Back.
Em 1982, estreou novamente na Broadway com Agnes of God.
Em 1983, voltou mais uma vez para Star Wars, com Return of the Jedi, momento em que posou para a famosa sessão de fotos em que aparece com um biquíni de metal na capa da revista Rolling Stone. O bikini tornou-se num ícone da cultura.
Carrie Fisher é uma das poucas atrizes a atuar num filme com os dois irmãos John e James Belushi. Em 1986, atuou no filme de Woody Allen, Hannah and her Sisters.
Em 1987, publica o primeiro livro, Postcards from the Edge,
uma obra semi-autobiográfica, onde ela satiriza e noveliza sua própria
história pessoal, falando do uso de drogas nos anos 1970 e do
relacionamento com sua mãe. O livro se tornou um bestseller, e ganhou o prémio Los Angeles Pen de melhor livro. Ainda em 1987, trabalhou em The Time Guardian, um filme australiano.
Em 1989, atuou em When Harry Met Sally e, com Tom Hanks, em The 'Burbs.
Em 1990, a Columbia Pictures lançou a adaptação de seu livro Postcards from the Edge, no qual foram estrelas os atores Meryl Streep, Shirley MacLaine e Dennis Quaid.
Carrie atuou também na comédia Drop Dead Fred, em 1991 e em Austin Powers: International Man of Mystery (1997) fez a terapeuta familiar que tenta reaproximar o Dr. Evil do filho.
Carrie publicou outros livros, Surrender the Pink (1990) e Delusions of Grandma (1993). Também trabalhou, sem os devidos créditos, nos guiões dos filmes como Lethal Weapon 3, Outbreak e The Wedding Singer
No filme Scream 3 (2000), Carrie interpreta uma atriz confundida com Carrie Fisher. Em 2001, fez de freira no filme de Kevin Smith, Jay and Silent Bob Strike Back. Interpretou e foi produtora executiva do filme These Old Broads (2001)
George Lucas a contratou para para os guiões das crónicas do jovem Indiana Jones, The Young Indiana Jones Chronicles.
Carrie escreveu e atuou na sua peça Wishful Drinking, em Los Angeles, em 2006.
Em 2008, ela lançou o livro com o mesmo nome, baseado na peça e realizou uma book tour. Em 2009, o audiobook de sua biografia, Wishful Drinking, ganhou uma indicação ao Grammy.
Em 2010, a HBO transmitiu um documentário baseado na performance de Carrie na peça Wishful Drinking e atuou na série Entourage.
Em 2013 anunciou o seu regresso à saga Star Wars, tendo entrado no filme Star Wars: The Force Awakens.
Antes do seu desaparecimento, Carrie Fisher deu vida à Princesa Leia no Star Wars: Episódio VIII, que chega às salas de cinema em Dezembro de 2017.
Despediu-se com o seu mais recente livro, The Princess Diarist.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2016
Listen Without Prejudice
Georgios Kyriacos Panayiotou, nasceu em Londres a 25 de Junho de 1963 e deixou-nos no dia de Natal, 25 de Dezembro de 2016. Não podiamos ter um dia de Natal mais triste, depois de um ano dramático na música e no cinema. Os nomes que perdemos este ano e que inspiram gerações são demasiados. Somos abençoados por termos crescido com eles e nos termos moldado inspirados por seres verdadeiramente únicos e míticos.
George Michael nasceu em East Finchley, Norte de Londres. O seu pai era Kyriacos Panayiotou, um restaurador cipriota que se mudou para a Inglaterra em 1950 e mudou o seu nome para Jack Michael. A mãe de Michael, Lesley Harrison, foi uma dançarina britânica, faleceu vítima de cancro em 1997. George Michael passou a maior parte da sua infância no norte de Londres, na casa que os seus pais compraram logo após o seu nascimento. Durante a sua adolescência, a família mudou-se para Radlett (Leste da Inglaterra) e George Michael frequentou a escola Bushey Meads School onde conheceu Andrew Ridgeley.
Em 1981 formou o duo Wham!, com o seu colega de escola, Andrew Ridgeley.
Lançou o seu primeiro compacto a solo em 1984, e a balada "Careless Whisper", tornou-se um hit mundial. Em 1987 lançou Faith, o primeiro álbum solo.
Durante o seu auge, popularizou calças jeans rasgadas e o brinco em forma de cruz em apenas uma orelha, uma marca típica da moda dos anos 80.
Os sucessos foram-se somando ao longo dos anos, e George Michael participou em diversos projetos com outros artistas.
Durante o ano de 2016, George Michael anunciou que estava a produzir um novo álbum de estúdio, a ser lançado em 2017.
Ativista, ao longo dos anos tomou posição contra governos, guerras e injustiças.
Esteve sempre ao lado de outros artistas que erguiam a sua voz por um Mundo melhor.
O seu coração parou antes do tempo.
E nós ficámos mais pobres e assim de repente o céu ganhou mais uma estrela.
Thank you, George Michael, we are heartbroken with your lost.
Paula Cristina Franco
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| Wham! in China, 1985 |
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| Wham! with Sir Elton John |
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| Supermodels, video of the music Freedom, 1990 |
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| Live Aid with Sir Paul McCartney and Freddie Mercury |
sexta-feira, 2 de dezembro de 2016
Rock N Roll Conversations
Desde Las Vegas até à última noite no passado dia 30 de Novembro no México, a tour dos Guns N Roses, a Not In This Lifetime, incendiou as noites e os fãs que tantos anos foram aguardando com esperança por uma reunião entre Axl Rose e Slash.
O destino da maior banda de rock n roll não poderia ser outro senão o voltarem juntos aos palcos e às tours.
Foi verdadeiramente fantástico acompanhar durante estes meses a tour norte-americana e a tour da América Latina através dos fãs que partilhavam cada momento através de lives direct ou através do periscope.
Foi como se o tempo não tivesse parado e estivessemos de volta ao último ponto, em 1993, com a Use Your Illusion World Tour. Na verdade, senti que era a continuação da UYI dos anos 90, que estava tudo bem e tinhamos de volta a banda mais perigosa do mundo, o melhor frontman e o melhor guitarrista de rock n roll. E sabe tremendamente bem ter Axl Rose e Slash de volta.
Welcome back, Guns N Roses.
***
From Las Vegas to the last night on November 30th in Mexico,
the Guns N Roses tour, Not In This Lifetime, set fire to the nights and fans
who have been waiting so long for a meeting between Axl Rose and Slash.
The destiny of the greatest rock n roll band could not be
other than to go back together on stage and tours.
It was truly fantastic to accompany during these months the
North American tour and the Latin America tour through the fans who shared
every moment through lives direct or through the periscope.
It was as if time had not stopped and we were back to the
last point in 1993 with Use Your Illusion World Tour. In fact, I felt that it
was the continuation of the UYI of the 90s, that everything was fine and we had
back the most dangerous band in the world, the best frontman and the best rock
n roll guitarist. And it tastes great to have Axl Rose and Slash back.
Welcome back, Guns N Roses.
Paula Cristina Franco
go the official website to see the pics and more info
or like and follow all the news in the facebook page
![]() |
| pic by Meegan Hodges |
quarta-feira, 23 de novembro de 2016
Intemporalidade Parte II
"the end & the beginning
we exist beyond ourselves"
from (Almost) Killed Her Soul
by PCf
Erguemos dentro da Alma
Para a libertar da
Torre do nosso coração,
sentindo as vibrações,
O pulsar dos sentimentos,
Das vontades,
Dos sonhos ousadamente sonhados.
A Intemporalidade
Amanhece & anoitece,
Em cada mar e em cada montanha
Nunca morre.
Vive.
Renova-se.
Em cada instante,
Em cumplicidade com o Tempo.
Paula Cristina Franco
poet
quinta-feira, 10 de novembro de 2016
Shattered Golden Castles
Tonight we walked through fire
Our tears screamed the despair
The morning did not bring hope,
Although the sun shines timidly,
The clouds covered the dreams,
Bbeliefs, wills,
Fallen and abandoned, we are nothing,
And nothing is without will, without strenght,
Maybe, maybe this is the destination
Of great women and men,
Get lost in the endless days and nights
For, who knows, lead others and others
To find a firm path
To build from the ashes
One world, one hope.
The despair and darkness of some
Are the hope and light of others.
Our turn will come.
Paula Cristina Franco
poet
Our tears screamed the despair
The morning did not bring hope,
Although the sun shines timidly,
The clouds covered the dreams,
Bbeliefs, wills,
Fallen and abandoned, we are nothing,
And nothing is without will, without strenght,
Maybe, maybe this is the destination
Of great women and men,
Get lost in the endless days and nights
For, who knows, lead others and others
To find a firm path
To build from the ashes
One world, one hope.
The despair and darkness of some
Are the hope and light of others.
Our turn will come.
Paula Cristina Franco
poet
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| all rights reserved |
quarta-feira, 2 de novembro de 2016
O Passado Que A Terra Carrega
No documento de doação testamentária efectuada pela condessa Mumadona Dias, ao mosteiro de Guimarães em 26 de Janeiro de 959, consta a referência a "Suis terras in Alauario et Salinas", sendo esta a mais antiga forma que se conhece do topónimo Aveiro.
No século XIII, Aveiro foi elevada à categoria de vila, desenvolvendo-se a povoação à volta da igreja principal, consagrada a S. Miguel e situada onde é, hoje, a Praça da República, vindo esse templo a ser demolido em 1835.
Mais tarde, D. João I, a conselho de seu filho, Infante D. Pedro, que, na altura, era donatário de Aveiro, mandou rodeá-la de muralhas que, já no século XIX, foram demolidas, sendo parte das pedras utilizada na construção dos molhes da barra nova.
Em 1434, D. Duarte concedeu à vila privilégio de realizar uma feira franca anual que chegou aos nossos dias e é conhecida por Feira de Março.
Em 1472, a filha de D. Afonso V, Infanta D. Joana, entrou no Convento de Jesus, onde viria a falecer, em 12 de Maio de 1490, efeméride recordada actualmente, no feriado municipal. A estada da filha do Rei teve importantes repercussões para Aveiro, chamando a atenção para a vila e favorecendo o seu desenvolvimento.
O primeiro foral conhecido de Aveiro é manuelino e data de 4 de Agosto de 1515, constando do Livro de Leituras Novas de Forais da Estremadura.
A magnífica situação geográfica propiciou de Aveiro, desde muito cedo, a fixação da população, sendo a salinagem, as pescas e o comércio marítimo factores determinantes de desenvolvimento.
Em finais do século XVI, princípios do século XVII, a instabilidade da vital comunicação entre a Ria e o mar levou ao fecho do canal, impedindo a utilização do porto e criando condições de insalubridade, provocadas pela estagnação das águas da laguna, causas estas que provocaram uma grande diminuição do número de habitantes - muitos dos quais emigraram, criando povoas piscatórias ao longo da costa portuguesa - e, consequentemente, estiveram na base de uma grande crise económica e social. Foi, porém e curiosamente, nesta fase de recessão que se construiu, em plena dominação filipina, um dos mais notáveis templos aveirenses: a igreja da Misericórdia.
Em 1759, D. José I elevou Aveiro a cidade, poucos meses depois de ter condenado por traição, ao cadafalso, o seu último duque, título criado, em 1547, por D. João III. Por essa razão, e a pedido de algumas pessoas notáveis da cidade, à nova cidade foi dado o nome de Nova Bragança em vez de Aveiro, por Alvará Real de 11 de Abril de 1759. Com a queda do poder do Marquês de Pombal, após D. Maria I se tornar rainha em 1777, logo esta mandou voltar a cidade à sua anterior designação.
Foi feita Oficial da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito a 29 de Março de 1919 e Membro-Honorário da Ordem da Liberdade a 23 de Março de 1998.
terça-feira, 1 de novembro de 2016
something from Leaves Of Grass
Walt Whitman (31 de maio de 1819 - 26 de março de 1892) foi um poeta, ensaísta e jornalista norte-americano, considerado por muitos como o "pai do verso livre".
Considerado como o grande poeta da Revolução americana.
Fernando Pessoa, profundamente influenciado e inspirado por Whitman, escreveu um poema de nome "Saudação a Walt Whitman".
"Introduziu uma nova subjectividade na concepção poética e fez da sua poesia um hino à vida. A técnica inovadora dos seus poemas, nos quais a ideia de totalidade se traduziu no verso livre, influenciou não apenas a literatura americana posterior, mas todo o lirismo moderno."
three poems from Leaves Of Grass
***
I have heard what the talkers were talking, the talk of the beginning and the end,
But I do not talk of the beginning or the end.
There was never any more inception than there is now,
Nor any more youth or age than there is now,
And will never be any more perfection than there is now,
Nor any more heaven or hell than there is now.
Urge and urge and urge,
Always the procreant urge of the world.
***
And as to you Death, and you bitter hug of mortality, it is idle to
try to alarm me.
To his work without flinching the accoucheur comes,
I see the elder-hand pressing receiving supporting,
I recline by the sills of the exquisite flexible doors,
And mark the outlet, and mark the relief and escape.
And as to you Corpse I think you are good manure, but that does
not offend me,
I smell the white roses sweet-scented and growing,
I reach to the leafy lips, I reach to the polish'd breasts of melons.
And as to you Life I reckon you are the leavings of many deaths,
(No doubt I have died myself ten thousand times before.)
I hear you whispering there O stars of heaven,
O suns—O grass of graves—O perpetual transfers and pro-
motions,
If you do not say any thing how can I say any thing?
Of the turbid pool that lies in the autumn forest,
Of the moon that descends the steeps of the soughing twilight,
Toss, sparkles of day and dusk—toss on the black stems that
decay in the muck,
Toss to the moaning gibberish of the dry limbs.
I ascend from the moon, I ascend from the night,
I perceive that the ghastly glimmer is noonday sunbeams reflected,
And debouch to the steady and central from the offspring great or
small.
***
I hear America singing, the varied carols I hear;
Those of mechanics—each one singing his, as it should be, blithe and strong;
The carpenter singing his, as he measures his plank or beam,
The mason singing his, as he makes ready for work, or leaves off work;
The boatman singing what belongs to him in his boat—the deckhand singing on the steamboat deck;
The shoemaker singing as he sits on his bench—the hatter singing as he stands;
The wood-cutter’s song—the ploughboy’s, on his way in the morning, or at the noon intermission, or at sundown;
The delicious singing of the mother—or of the young wife at work—or of the girl sewing or washing—Each singing what belongs to her, and to none else;
The day what belongs to the day—At night, the party of young fellows, robust, friendly,
Singing, with open mouths, their strong melodious songs.
sábado, 29 de outubro de 2016
The Rising Dawn
The fire burns
With no light
Releasing fear
& despair
Wait for the
Rising dawn
Wild heart
The night ends
& hope is born
With no regrets
The time to come
The time passed away
Life can't be beaten
We are eternal
Dead is an illusion
Paula Cristina Franco
poet
With no light
Releasing fear
& despair
Wait for the
Rising dawn
Wild heart
The night ends
& hope is born
With no regrets
The time to come
The time passed away
Life can't be beaten
We are eternal
Dead is an illusion
Paula Cristina Franco
poet
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